Automotoras Série 2240

Por: Ferreoclube   Dia: 3 de novembro de 2017

As Unidades Múltiplas Elétricas da Série 2240 foram construídas entre 2003 e 2005 pela Alstom a partir da modernização das antigas UMEs das Séries 2100, 2150 e 2200 fabricadas pela Sorefame para a companhia ferroviária Comboios de Portugal em 1977, 1980 e 1984, respectivamente. Similares no projeto, os comboios dessas três séries diferentes eram formados por três carros, sendo apenas o central motorizado, e possuíam a mesma capacidade de 252 passageiros (60 na primeira classe e 192 na segunda) e a velocidade máxima de 120 Km/h.

 

O projeto de modernização contemplava a modernização das automotoras para readequá-las aos novos padrões de conforto da companhia para serviços de médio e longo curso, com a colocação de equipamentos de climatização, isolamento térmico e acústico, reforma dos bancos visando a ampliação do espaço disponível para circulação e colocação de tomadas para celulares e outros dispositivos portáteis, e a unificação do interior das composições – que antes contavam com primeira e segunda classes – em uma classe única. Foram aproveitadas todas as unidades das frotas antigas, que consistiam em 24 unidades da Série 2100 (unidades 2101 a 2124), 18 unidades da Série 2150 (numeradas 2151 a 2168) e 15 unidades da Série 2200 (identificadas como 2201 a 2215), reformadas e unificadas como a nova Série 2240 (numeradas 2241 a 2297). A grande maioria dos trens foi renumerada em série, com exceção das UTEs 2295, 2296 e 2297 que eram as antigas 2209, 2213 e 2208, respectivamente.

 

Tão logo eram entregues, as automotoras foram alocadas na Linha do Norte (Lisboa – Porto), prestando serviços nas rotas Lisboa – Entroncamento; Lisboa – Tomar; Entroncamento – Coimbra; Coimbra – Porto; Entroncamento – Castelo Branco; Lisboa – Castelo Branco. Com o passar do tempo, todavia, a CP as transferiu para outras linhas, nas quais prestaram serviços durante alguns meses: Em setembro de 2009 algumas unidades foram alocadas para o serviço regional na linha de Vendas Novas (Setil – Coruche), que foi encerrado em outubro de 2011 em função da baixa demanda. Em julho de 2011, após algumas remodelagens, estavam previstas para prestar serviços na Linha do Alentejo (Barreiro – Funcheira), entretanto a Comboios de Portugal preferiu utilizar as composições rebocadas pelas locomotivas da Série 5600 nesses serviços. Ainda em outubro do mesmo ano, estava previsto o remanejamento de algumas automotoras 2240 para a Linha da Beira Baixa (Entroncamento – Guarda) no trecho entre Lisboa e Covilhã, e entraram em serviço no dia 1º de novembro. Entretanto, ocorreram diversas queixas por parte de passageiros sobre os novos trens alegando redução na qualidade das viagens, das quais as reclamações mais comuns referiam-se à ausência de cortinas nas janelas. Apesar das reclamações, o Ministério da Economia declarou em maio de 2012 que as automotoras eram adequadas para o serviço Intercidades, principalmente após as modificações realizadas no ano anterior. Entretanto, essas composições logo foram realocadas para a Linha do Norte, onde prestam serviços principalmente nos arredores da cidade do Porto.

 

Imagens:

 

Composições da Série 2100 em Entroncamento, por Leandro Ferreira

 

Comboio nº2164 em Coimbra-B, em 6 de agosto de 2003

 

Automotora da Série 2200 antes da modernização, por João Cunha

 

Interior da unidade 2212 em fotografia datada de 2004, por Pedro Mêda

 

Automotora Série 2240 em Sobral, por Tiago Henriques, com o padrão vermelho da CP

 

Automotora 2276 prestando serviços regionais no trecho entre Barreiro e Faro. Foto de agosto de 2009, por Mauro Prates

 

Vista lateral de uma automotora passando por Setil, por Claudio Amendoeira

 

Comboio CP 2274 em Azambuja. Foto de outubro de 2010, por Tiago Miranda

 

Automotoras 2241 (à esquerda) e 2261 (à direita) com as pinturas amarela e vermelha da CP, respectivamente. Foto tirada por Diana Pereira em Entroncamento, em março de 2011

 

Automotoras 2240 estacionadas em Coimbra, em dezembro de 2016

 

Chama a atenção nessas composições o carro central com apenas uma porta de cada lado, onde encontrava-se a primeira classe nas automotoras antigas – os carros das extremidades com duas portas de cada lado eram a segunda classe do trem. Com a modernização, todos passaram a ser de classe única. Foto de dezembro de 2016

 

Automotora 2256 prestando serviços de subúrbio em Coimbra. Foto de dezembro de 2016

 

Automotora 2281 em Coimbra-B, em fotografia de dezembro de 2016

 

 

Fontes: Comboios de Portugal (https://www.cp.pt/passageiros/pt); Ferreoclube (http://www.ferreoclube.com.br); Os Caminhos de Ferro (http://os-caminhos-de-ferro.blogspot.com.br); Trainlogistic (http://www.trainlogistic.com); Transportes XXI (http://www.transportes-xxi.net).

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