TUE Série 401

Por: Ferreoclube   Dia: 25 de outubro de 2016

Os TUEs Série 401 foram fabricados em 1976/77 pela Mafersa para a RFFSA, que precisava de trens novos para suprir a crescente demanda na Superintendência de Trens Urbanos de São Paulo, em meio ao período conhecido como o Milagre Econômico do Regime Militar, e o País passava por um período de forte crescimento econômico. Com o rápido crescimento populacional na Região Metropolitana de São Paulo, a demanda nos serviços urbanos da capital paulista e municípios vizinhos exigia cada vez mais dos velhos trens urbanos da companhia. A estatal que nunca destinou a atenção necessária a seu setor mais carente de transporte logo viu uma solução na aquisição de novos trens, visto que sua frota operacional nos subúrbios paulistanos além de obsoleta e malconservada, era também insuficiente em número.

 

As 18 unidades encomendadas foram entregues no final de 1976, para prestar serviços no trecho urbano da EFSJ(entre Jundiaí e Paranapiacaba) e na Linha Tronco da Central e sua Variante Poá. Assim como os 400 adquiridos cerca de dez anos antes, possuíam um perfil característico da transformação do transporte urbano como transporte de massas, completamente distinto dos trens regionais. Possuíam ventilação forçada, janelas guilhotina, bancos plásticos e piso de borracha, sendo portanto, trens extremamente simples e de baixo custo para o transporte de subúrbios. Externamente, possuem a máscara parecida com a dos 101, presentes na EFSJ desde os anos 1950.

 

Ao longo do tempo, esses trens foram envolvidos em poucos acidentes, sendo o mais grave e conhecido o choque de Itaquera em 1987, no qual um 401 colidiu com um 431 nas proximidades da estação Itaquera. A unidade 401 foi gravemente danificada em sua estrutura, sendo baixada logo em seguida(o 431 foi reformado e tornou-se o conhecido TANG). Outros acidentes notórios, mas de menor gravidade foram um incêndio no Jaraguá, em um protesto de usuários contra a péssima qualidade dos serviços prestados pela RFFSA no começo dos anos 1980, e uma colisão contra um vagão plataforma em Rio Grande da Serra, também na mesma época.

 

Quanto a CPTM assumiu os ativos da CBTU em São Paulo no ano de 1992, a maioria dos trens da Série 401 encontrava-se em situação precária, e foram enviados para modernização na IESA logo depois do retorno das unidades 101, que voltavam com a cabine reformada e renumerados pela companhia como Série 1100. Os 401 não receberam reformas estéticas, e as mudanças realizadas foram a modernização interna da cabine com um novo painel, troca de componentes mecânicos e a renovação do salão de passageiros com novos bancos e piso, o que no entanto não alterou em praticamente nada o aspecto eclético desses trens. Receberam as pinturas Fases I e II da empresa, características da época em que a CPTM buscava integras suas operações da Fepasa com a CBTU, e ampliar a qualidade do serviço pela recuperação dos recursos herdados de suas antecessoras. Com o passar do tempo, devido ao desgaste e compras de trens-unidade mais modernos para a frota, a CPTM foi progressivamente aposentando a Série 1400, de forma que em 2012 restavam apenas cinco unidades em operação, sendo uma na Linha 11-Coral no trecho Guaianazes-Estudantes; uma na Linha 12-Safira e as outras três na Linha 7-Rubi, no trecho Francisco Morato-Jundiaí.

 

Imagens:

 

João Rodrigues(esquerda) e Alexandre Valdes(direita) filmando e fotografando o Trem-unidade 1403-1404 em Jundiaí-SP

João Rodrigues(esquerda) e Alexandre Valdes(direita) filmando e fotografando o Trem-unidade 1403-1404 em Jundiaí-SP

 

TUE Série 1400 com a pintura Fase II da CPTM na estação Brás, em São Paulo-SP. Foto de novembro de 2012, por William Molina

TUE Série 1400 com a pintura Fase II da CPTM na estação Brás, em São Paulo-SP. Foto de novembro de 2012, por William Molina

 

Série 401(unidade 518) na Barra Funda, em 1995. Foto de Johannes Smith

Série 401(unidade 518) na Barra Funda, em 1995. Foto de Johannes Smith

 

TUE Série 401 com o logo da RFFSA

TUE Série 401 com o logo da RFFSA

 

Composição 1400 na Linha D-Bege, por volta de 1999. Via CPTM em Foco

Composição 1400 na Linha D-Bege, por volta de 1999. Via CPTM em Foco

 

 

Fontes: Ferreoclube(Http://www.ferreoclube.com.br); CPTM em Foco(Http://www.cptmemfoco.blogspot.com.br); Museu Ferroviário Paulista(Https://www.facebook.com/museuferroviariopaulista/?fref=ts).

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