Monotrilhos

Por: Ferreoclube   Dia: 16 de janeiro de 2016
Monotrilhos(ou monocarris, em português europeu) são ferrovias que utilizam trilhos constituídos por um único carril, em contraste às ferrovias convencionais que utilizam trilhos de dois carris paralelos.
À direita: Monotrilho de Wuppertal, na Alemanha.
Existem dois tipos de monotrilhos: os monotrilhos de suspensão, nos quais os veículos ficam suspensos no ar, presos por cima ao carril, e os monotrilhos de encaixe, em que os veículos ficam encaixados por baixo no carril. Há variações em ambos os tipos, visto que as rodas podem ficar colocadas dentro do carril, ou fora dele.
O primeiro monotrilho de operação comercial do mundo é o de Wuppertal, inaugurado em 1900, e que até hoje está em operações, na Alemanha. Seu percurso de 13,3Km de extensão atravessa toda a cidade de Wuppertal, e possui diversas integrações com as outras redes de transporte da cidade. O tempo do percurso é 35 minutos, e a companhia ferroviária Wuppertaler Stadtwerke (WSW), responsável por sua operação mantém diversos monotrilhos históricos de diferentes épocas preservados e em operação.
O primeiro monotrilho a operar no Brasil foi o de Poços de Caldas, ferrovia particular que ligava o terminal rodoviário da cidade até o centro da mesma, com 6Km de extensão. Atualmente encontra-se desativado, por causa de um acidente que destruiu parte da linha em 2003. Há planos para sua revitalização.

Monotrilho da Linha 15-Prata do Metropolitano de São Paulo.
A Companhia do Metropolitano de São Paulo possui atualmente duas linhas de monotrilhos: a Linha 15-Prata, que encontra-se em operação parcial, e a Linha 17-Ouro, ainda em obras. A empresa também possui uma terceira linha, a Linha 18-Bronze, que ainda está em projeto. Os monotrilhos do Metrô de São Paulo são os primeiros do mundo de transporte urbano de alta capacidade. Todos contam com tecnologia driverless(mesma tecnologia já utilizada na Linha 4-Amarela), o que os coloca também entre os mais modernos do mundo.
Por conta de sua tecnologia de ponta e projetos inovadores, o Metropolitano de São Paulo foi premiado em 2013 pela União Internacional dos Transportes Públicos, durante a 60ª edição do Congresso Mundial de Mobilidade e Transporte Público, em Genebra.
No Rio de Janeiro foi construído em 1996 um monotrilho para substituir o sistema de microônibus do centro de compras Barra Shopping. A rede, que possuía três estações e tarifa de R$1,50 foi desativada em 2000, devido aos prejuízos e ineficiência, e a maioria da suas estruturas foi removida ou modificada.
em Manaus-AM, há um projeto de monotrilho que atenda à região central da cidade, em data certa para a implantação.

Monotrilho de Newark, que conecta os terminais do Aeroporto Internacional de Newark, nos EUA.
Os monotrilhos vêm sendo utilizados em cidades de todo o mundo como alternativa de transporte devido ao pouco espaço que utilizam, em relação aos corredores de ônibus e ferrovias convencionais, e também pelo menor custo em relação à linhas de metrô subterrâneas. Os monotrilhos também são menos ruidosos em relação aos trens convencionais, e também são capazes de subir rampas mais íngremes e fazer curvas mais fechadas em maior velocidade que os trens de dois carris.
As desvantagens dos monotrilhos são a poluição visual que causam nas cidades, visto que suas linhas são elevadas, seus desvios(Track-Switches) são mais complicados de operar que os desvios(Aparelhos de Mudança de Via) das ferrovias convencionais. Os Track-Switches são aparelhos que trocam as peças dos carris para modificar o percurso do monotrilho de uma via para outra, ou seções de carris nas quais o trem fica suspenso no ar durante um período de tempo para ser deslocado de uma via para outra(muito comum em pátios).
Há também o problema da altura em casos de emergência, principalmente em casos de incêndio. Esse problema é facilmente contornado nos monotrilhos de encaixe, como na Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo, que possui passarelas auxiliares ao lado do carril em todo o percurso. No entanto, para monotrilhos de suspensão, normalmente não há passarelas auxiliares para casos de emergência.Fontes: Ferreoclube(Http://www.facebook.com/Ferreoclube), Companhia do Metropolitano de São Paulo(Http://www.metro.sp.gov.br); Wuppertaler Stadtwerke(http://www.wsw-online.de/startseite/), Newark Airport Authority(http://www.panynj.gov/airports/newark-liberty.html).

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