Operações ferroviárias em maquetes

Por: Ferreoclube   Dia: 1 de outubro de 2015
As ferrovias reais têm, basicamente, por finalidade, transportar mercadorias e pessoas de um lugar para outro.

 

Para que o Ferreomodelismo se torne completo, é necessário dar também, às mini-ferrovias, um propósito. Já que o objetivo das ferrovias reais é transportar mercadorias e pessoas de um lugar para outro, e como não pode-se carregar e descarregar vagões e carros HO(ou de qualquer outra escala de modelismo) com cargas e passageiros ‘’de verdade’’, precisa-se criar a ‘’ilusão” de o estar fazendo. Certos elementos da maquete, como os trilhos, os cenários, as casinhas e estações já contribuem para esse conceito. Muito mais que isso, é necessário mais um conceito que ‘’harmonize” esses elementos.
Quando deixamos de rodar nossos trens em círculos, e desengatamos um vagão para servir a uma indústria, mesmo que esta só exista em nossa imaginação, estamos deixando de ser meros ‘’rodadores de trens’’ e nos tornando Ferreomodelistas. E quando estabelecemos que aquela indústria é um fato físico, ainda que em miniatura, estamos dando à mini-ferrovia um propósito.
Mais ainda, pode-se mesclar operações ferroviárias imaginárias com as reais. 
Os modelistas que possuem problemas de espaço enquanto aguardam a oportunidade de construir aquele tão sonhado complexo ferroviário com grandes pátios, túneis e viadutos devem ter os pés no chão e optar por maquetes simples, como os projetos Júnior da Frateschi, viáveis através do sistema Hobby Trilho, ou utilizar escalas menores que a HO(que é a mais utilizada no Brasil).
É possível obter operações realistas em qualquer maquete, mesmo em uma oval com alguns desvios e ramais, montada sobre um pequeno tablado. É preciso, no entanto, resistir à tentação de colocar excesso de trilhos em pouco espaço, mantendo um equilíbrio entre estes, as estruturas e os cenários, criando uma ferrovia que possua um propósito, em vez de ser apenas um brinquedo.
Na maquete apresentada nesse artigo, a estação serve inicialmente como ponto de partida dos trens. Nela, há três plataformas para trens de passageiros e um ramal livre de serviço. As duplicações nas vias na estação servem para que a presença de um trem, seja de carga ou passageiros parado ali não impeça completamente as manobras e circulação de outro na mesma linha. Nas duas linhas que circundam a Maquete da Garagem, há um acesso ao pátio de manobras na Linha 1-Interna. O pátio conta com seis ramais para guardar vagões, carros e um virador para a inversão de locomotivas. Em ambas as linhas, há uma disposição de ramais para parar e manobrar vagões e guardar algumas composições, a maioria servida de indústrias, as quais podem ser atendidas pela ferrovia. Uma maquete desse porte comporta entre vinte e trinta vagões, quatro a sete locomotivas, cerca de quatro carros ou um TUE para o transporte de passageiros.
Nunca esqueçam: No Ferreomodelismo, tamanho não é qualidade. Às vezes, uma maquete de pequeno ou médio porte pode ser muito mais agradável de operar do que um complexo sistema ferroviário desprovido de praticidade e operacionalidade reais. É o que, no Hobby, chama-se de ‘’Ferrovilândia’’: Um enorme tablado lotado de linhas, no qual os trens rodam, rodam, rodam… e só!Como tudo na ferrovia deve estar o mais próximo possível da escala real, não podemos nos esquecer da velocidade em que são operados nossos tens HO. No caso do Ferreomodelismo Verde-Amarelo, deve-se obedecer aos padrões das ferrovias brasileiras, onde cargueiros geralmente operam na velocidade média de 60Km/h, ao passo que trens de passageiros devenvolvem uma velocidade média de 100Km/h. Convertendo esses valores para a escala HO, obtém-se, respectivamente, 20cm/s e 30cm/s como velocidades médias para trens em escala HO. Entretanto, como trens elétricos não são carrinhos de autoramas, a graça é movimentá-los em velocidades um pouco mais baixas, principalmente os cargueiros.


Fontes: Arquivo Ferreoclube(Http://www.ferreoclube.com.br); Frateschi(Http://www.frateschi.com.br).

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