Perguntas e dúvidas de ferreomodelistas e fãs

Por: Ferreoclube   Dia: 21 de março de 2015
        Decidimos aqui publicar as dúvidas de vários dos mais de 7.500 fãs, amigos e seguidores que conseguimos neste anos de 2013. As perguntas coletadas serão mantidas anônimas, e respondidas pelo João Rodrigues, que trabalha com a divulgação do hobby, a nossa página e ajuda aos iniciantes e curiosos, com base na sua maquete na garagem de casa. As questões sobre as diversas etapas de construção de uma maquete estão enumeradas de acordo com as fases da obra.
1. Daonde surgiu a ideia de construir uma maquete suspensa na garagem?
J.R.: Essa ideia surgiu em 2009, muitos anos antes de eu realmente começar a projetar a maquete em julho de 2012. Eu não tenho espaço na minha casa p/ uma maquete desse tamanho, e tirei a ideia de construir uma com base na estrutura do varal.
2. Existem quantas estuturas possíveis para eu montar a minha maquete?
J.R.: Existem inúmeras possibilidades, dependendo do espaço, que é a maior limitação de todo ferreomodelista, daonde você vai colocar a maquete, e do tamanho que ela terá. Os métodos mais usados são a estrutura de mesa, suspensão por cabos e mesa basculante fixada em uma parede.
3. Para ter uma maquete boa e divertida pelo menos quanto de espaço devo ter?
J.R.: Não existe um tamanho ‘’certo’’ para uma maquete HO, isso varia do espaço disponível do modelista e do tamanho que ele quer a maquete. As dimensões mínimas usadas são 1,00m x 2,00m.  E quanto à diversão, para quem gosta qualquer tamanho fica legal!
4. Para ter uma maquete boa e divertida pelo menos quanto de espaço devo ter?
J.R.: O espaço mínimo para se ter um cenário ‘‘maquetável’’ em HO é 1,00m por 2,00m. E para que a maquete seja bacana é necessário que ela seja bem feita, e com os elementos em harmonia. É melhor ter uma maquete pequena ou média, bem planejada e fácil de operar, do que uma grande com poucas opções de manobra.
5. Como reproduzir uma ferrovia especifica de cada epoca sem misturar tudo?
J.R.: É necessário que o modelista use elementos da época específica que deseja reproduzir em sua maquete, tais como construções e material rodante, embora quanto ao último, na maioria dos casos acabamos colecionando trens de vários períodos, por diversão e interesse. O período de nossa História mais reproduzido no Ferreomodelismo são a Era Vargas, República Populista, Regime Militar e a Nova República, e que mais dispõem de material disponível de época.
6. Quais são as principais diferenças entre o DC e o DCC?
J.R.: O sistema DC, ou analógico, opera com o controle das linhas, sendo mais simples, porém mais complexo na parte elétrica, e funciona com qualquer locomotiva. Já o DCC, mais caro, consiste no controle individual de cada máquina por meio de um chip instalado junto com o motor, assim como permite o controle do som de cada máquina.
7. Som e Analógico são coisas diferentes?
J.R.: Sim, são controles diferentes instalados nas locomotivas. Os sistemas analógico e digital são controles funcionais, e o som é controlado por outro chip. É possível ter máquinas em Analógico com som e outras no Digital e sem som. Porém, para maior realismo, o soundtrack disponibiliza muito mais funções no sistema analógico.
8. Existe alguma maneira de se reproduzir uma ferrovia das Era do Vapor e Atual juntas?
J.R.: Sim, é possível, principalmente pela ocorrência de um período de transição(anos 30 a 60), em que coexistiram no nosso País as locomotivas a vapor, diesel e elétricas juntas. Durante o final da Era do Vapor, já rodavam cada vez mais as elétricas, principalmente com trens de passageiros e máquinas a diesel pequenas nos pequenos ramais, que não exigiam muita potência. Já o cenário é mais difícil, visto que o Brasil mudou bastante nesse período.
9. Quais são os conhecimentos básicos para a formação de trens e manobras em HO?
J.R.: Para se reproduzir com a maior fidelidade possível o funcionamento de uma ferrovia HO, é necessário o conhecimento das empresas ferroviárias reais(óbvio), em que época existiram e em quais regiões do Brasil(ou exterior) operaram, ou ainda operam, bem como os tipos e tamanhos de trens com os quais a empresa trabalha, e com quais outras existem conexões e trechos partilhados.
10. Como saber se estou fugindo da escala 1:87(HO)?
J.R.: O melhor jeito de saber se algo na maquete está escapando da Escala HO é comparando com alguma peça produzida com precisão nessa escala, ou medindo os elementos do cenário. Fazendo os devidos cálculos, na escala HO, 11,5 milímetros no cenário corresponde a 1 metro em tamanho real, para quem quiser medir com maior exatidão.
11. Como confeccionar o relevo da maquete?
J.R.: Dependendo do tipo de relevo desejado, este pode ser moldado a partir de vários materiais simples, como isopor ou jornal e revestido com gesso e massa corrida, sendo modelada a mistura enquanto fresca. Para quem não pode exagerar no peso, a massa corrida é mais recomendada que o gesso. A pintura deve ser feita somente após estar tudo seco, e a vegetação apenas a etapa final do processo.
12. Qual tipo de engate é melhor, Kadee ou oscilante?
J.R.: Dependendo dos raios de curva e comprimento do material, é melhor manter o oscilante em alguns casos, sendo o Kadee mais problemático com as curvas. Para quem dispõe de curvas convencionais(entre 50 e 60cm de raio) e material rodante mediano pode utilizar o Kadee sem problemas, desfrutando de maior realismo com as composições e aprendendo a mexer e modificar os vagões e locomotivas. O engate Kadee  exige também melhor assentamento de via, estimulando o iniciante a melhorar cada vez mais a maquete e veículos rodantes.
13. Que material é melhor, nacional ou importado?
J.R.: Cada um tem suas vantagens e desvantagens. O material nacional é mais simples, funcionando muito bem, muito bom para iniciantes que ainda estão conhecendo o Hobby e suas técnicas, sendo também bastante fácil de modelar e modificar. Com o tempo, muitos acabam passando a possuir algum material importado, por possuir maior detalhamento, sendo porém, mais difícil de lidar devido a diferenças mecânicas e funcionamento. Nosso fabricante nacional, a Frateschi, disponibiliza material de qualidade e barato, acessível a qualquer um que deseje iniciar no Ferreomodelismo, bem como boas publicações sobre as ferrovias brasileiras e sua história.
14. Como lubrificar as locomotivas? E com que frequência?
J.R: As locomotivas devem ser lubrificadas com óleo de máquina de costura nos contatos de partes mecânicas(eixos e cardãs- as peças que transmitem o movimento do motor às rodas), uma gota de óleo por eixo e uma em cada ponta dos cardãs já basta. Depois é necessário remover o excesso de óleo com um pano ou gaze, estando a máquina pronta p/ rodar novamente. A lubrificação pode ser feita uma ou duas vezes por mês, dependendo do uso. E vale lembrar que elas devem ser devidamente limpas com a mesma frequência, assim como os trilhos, mantendo-se assim o bom funcionamento de toda a maquete.
15. Como fazer a limpeza da maquete, mais precisamente das vias e material rodante?
J.R.: O melhor jeito de manter a maquete limpa é evitando que ela se suje. Parece meio óbvio, mas a limpeza deve ser feita regularmente nos trilhos com um pano ou pedra vulcânica adequada para a limpeza de uma a três vezes por mês, dependendo do uso das vias, o que reduzirá a necessidade de limpar as locomotivas. E quanto às máquinas, a sujeira deve ser removida dos contatos das rodas com um palito de dente.
Fonte: Arquivo Ferreoclube.
Grupo Ferreoclube ®
João Rodrigues
Mário Lanza
Alexandre Valdes
Andrey Fatore
Derick Roney

 

Lucas Molina

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